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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

o Amor nas coisas simples.

"(...) quando se está ao longe e se vê um casal na caixa do supermercado a dividir tarefas, há a possibilidade de se ser snob, crítico literário; quando se é parte desse casal, essa possibilidade não existe. Pelas mãos passam-nos as compras que escolhemos uma a uma e os instantes futuros que imaginámos durante essa escolha: quando estivermos a jantar, a tomar o pequeno-almoço, quando estivermos a pôr roupa suja na máquina, quando a outra pessoa estiver a lavar os dentes ou quando estivermos a lavar os dentes juntos, reflectidos pelo mesmo espelho, com a boca cheia de pasta de dentes, a comunicar por palavras de sílabas imperfeitas, como se tivéssemos uma deficiência na fala.

Ter alguém que saiba o pin do nosso cartão multibanco é um descanso na alma. Essa tranquilidade faz falta, abranda a velocidade do tempo para o nosso ritmo pessoal. É incompreensível que ninguém a cante.

As canções e os poemas ignoram tanto acerca do amor. Como se explica, por exemplo, que não falem dos serões a ver televisão no sofá? Não há explicação. O amor também é estar no sofá, tapados pela mesma manta, a ver séries más ou filmes maus. Talvez chova lá fora, talvez faça frio, não importa. O sofá é quentinho e fica mesmo à frente de um aparelho onde passam as séries e os filmes mais parvos que já se fizeram. Daqui a pouco começam as televendas, também servem.

Havemos de engordar juntos.

Estas situações de amor tornam-se claras, quase evidentes, depois de serem perdidas. Quando se teve e se perdeu, a falta de amor é atravessar sozinho os corredores do supermercado: um pão, um pacote de leite, uma embalagem de comida para aquecer no micro-ondas. Não é preciso carro ou cesto, não se justifica, carregam-se as compras nos braços. Depois, como não há vontade de voltar para a casa onde ninguém espera, procura-se durante muito tempo qualquer coisa que não se sabe o que é. Pelo caminho, vai-se comprando e chega-se à fila da caixa a equilibrar uma torre de formas aleatórias.

Quando se teve e se perdeu, a falta de amor é estar sozinho no sofá a mudar constantemente de canal, a ver cenas soltas de séries e filmes e, logo a seguir, a mudar de canal por não ter com quem comentá-las. Ou, pior ainda, é andar ao frio, atravessar a chuva, apenas porque se quer fugir daquele sofá.
E os amigos, quando sabem, não se surpreendem. Reagem como se soubessem desde sempre que tudo ia acabar assim. Ofendem a nossa memória.

Nós acreditávamos.

Havemos de engordar juntos, esse era o nosso sonho. (...)"


(José Luís Peixoto, Revista Visão, Janeiro 2012. Para ler o texto integral, aqui.)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Xmas Wishlist #7: a última, prometo.

Porque nem toda a felicidade do Natal se resume a roupinhas e bijuterias novas, não podia deixar de colocar aqui a minha lista de outras coisas que me podem pôr um sorriso na cara:

Livros, claro:
- "Sangue Mortífero", o 9º volume da saga True Blood
- "Segredos de Sangue", o 10º volume da saga True Blood (estou a ficar atrasada!)
- "No dia em que fugimos tu não estavas em casa", do Fernando Alvim;
- "Os Pilares da Terra" (vol. I e vol. II), do Ken Folett, que já ando a pedir há quase 2 anos e nada. Hmpf.;
- "A Purga", de Sofi Oksanen;
- O 3º volume da Trilogia Millenium, do Stieg Larsson: "A Rainha no Palácio das Correntes de Ar";
- "1Q84", de Haruki Murakami;
- "Em Busca do Carneiro Selvagem", Haruki Murakami;
- "O Filho de Mil Homens", de Valter Hugo Mae;
- "Comissão das Lágrimas", de António Lobo Antunes;
- "Travessuras da Menina Má", Mario Vargas Llosa;
- "A Cidade e os Cães", Mario Vargas Llosa;
- "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", José Saramago (nunca li, falha total.);
- "As Intermitências da Morte", José Saramago
- "Tieta do Agreste", Jorge Amado
- "São Jorge dos Ilhéus", Jorge Amado (sou fã deste homem e estou empenhada em ler todos os livros dele. "Gabriela, Cravo e Canela" e "Capitães da Areia" são dos meus livros preferidos.)

CD's, também:
- Qualquer álbum da Concha Buika, a minha mais recente paixão. É capaz de ser difícil de encontrar, mas quem souber encomendar pela Amazon é mais fácil.
- Dave Matthews Band, "Some Devil" 
- Dave Matthews Band, "Under The Table and Dreaming"
- Dave Matthews Band, "Crash" (inadmissível ser a fã que sou e só ter um álbum original!)
- OhLand, "Oh Land (Nanna)" (quem foi ao Mexefest sabe que é bom!)
- Bon Iver, "Bon Iver"
- Devotchka, "How It Ends"
- JP Simões, "Boato" (adoro, adoro, adoro!)
- Metronomy, "Nights Out"
- Beyoncé, "4". Mas também podem oferecer o "I Am... Sasha Fierce" e o "B'Day" que eu não tenho.
- Erykah Badu, "New Amerikah Part II: Return of the Ankh" (genial, esta mulher.)
- Capitão Fausto, "Gazela"
- Raphael Saadiq, "The Way I See It" (descoberta recente, gosto muito!)
- E, por fim, a tão falada e maravilhosa box de três cd's dos Ornatos Violeta

domingo, 18 de setembro de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

no Verão leio duas vezes mais.

Apesar de o Inverno puxar muito mais para o conforto do sofá, é no Verão que devoro livros a uma velocidade alucinante. Acho que é porque nesta altura do ano, tiro mais tempo para mim, mesmo que esteja a trabalhar, e também porque sou capaz de passar o dia na praia a ler (já que, para mim, exercício e praia é coisa que não combina, portanto não me peçam para jogar raquetes, vólei ou correr).
Ontem fui à FNAC do Chiado e trouxe mais dois para casa, para juntar à pilha que tenho vindo a acumular desde o Natal: "A Rapariga que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e um Fósforo", do Stieg Larsson, e "A Guerra do Fim do Mundo" do Mario Vargas Llosa.

E o último a ser lido foi precisamente "A Festa do Chibo", do Mario Vargas Llosa, sobre a época da ditadura de Trujillo na República Dominicana. Comecei desconfiada, a achar que ia ser muito pesadão, mas acabei por adorar, até porque se enquadra em dois aspectos que costumo gostar: romance histórico e um autor da América Latina. Do Vargas Llosa, depois de "A Guerra no Fim do Mundo", vou querer ainda ler, "As Travessuras da Menina Má" e "O Sonho do Celta". O Verão ainda é longo...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

já passaram 10 anos...


 ... desde o primeiro filme do Harry Potter?! Quando li nas notícias, a propósito da estreia do último filme da saga, custou-me a acreditar. Mas é verdade. Pus-me a pensar e apercebi-me que comprei o primeiro livro quando andava no 7º ano do liceu, portanto estávamos em 1999/2000 e eu tinha uns 12 ou 13 anos. E lembro-me perfeitamente de que todas as meninas - e alguns meninos - da minha turma tinham o "Harry Potter e a Pedra Filosofal" em cima da mesa. E de andarmos todos a comentar a história. Era uma febre. Nunca fiquei muito fã dos filmes, tanto que não vi os dois últimos (o que me impede de ver o que acabou de estrear, apesar da enorme curiosidade), mas li a saga toda, alguns em inglês porque não aguentava esperar até que fossem editados em Portugal.
Caraças, isto passou muito depressa. Estou a ficar velha!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

e às vezes parece que nunca se esquece.

"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?

As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.

É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.

Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.

Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

domingo, 27 de março de 2011

das decisões.

"Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um actor entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo 'esboço' não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projecto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro."

(Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

monday, again.


"And once the storm is over you won't remember how you made it through, how you managed to survive. You won't even be sure, in fact, whether the storm is really over. But one thing is certain. When you come out of the storm you won't be the same person who walked in. That's what this storm's all about."

(Haruki Murakami, "Kafka On The Shore". Um dos meus livros preferidos. Roubado
daqui.)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

na mesa de cabeceira.

As minhas leituras andam a oscilar entre estes dois (sem contar com o Mercator, Publicitor e infindáveis apontamentos a que obriga o meu mestrado). E sim, pertenço ao grupo dos parolos que agora andam a ler Mario Vargas Llosa porque queria conhecer um bocadinho da obra do senhor, já que nunca o li antes de ser Nobel... Mas sinceramente, mais vale tarde que nunca, certo? Quando ao "Buy.ology", já ando para o ler há uns bons meses, mas como o Lindstrom vem dar uma palestra na minha faculdade para a semana achei que não havia altura melhor.
Acho que depois disto virá a "Trilogia Millenium", do Stieg Larsson, e "O Quinto Filho" da Doris Lessing, que tenho muita curiosidade de ler. Ah, e claro, o sétimo volume da saga "True Blood" que já anda aí nas livrarias. Para quem me quiser oferecer livros no Natal, deixo a nota que os dois volumes de "Os Pilares da Terra" do Ken Follett também me agradariam muito. E outras sugestões são sempre bem-vindas!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Leituras em dia #4

Começou meio aborrecido e confuso. Depois houve uns capítulos que me interessaram. No fim, já só queria acabá-lo rapidamente (não gosto de deixar livros a meio). O principal problema é ter demasiados personagens, sem que nenhum deles se destaque especialmente ou que tenha traços distintivos bem definidos. Alguns deles cruzam-se, outros nem por isso, mas cada história sucede tão rapidamente que a certa altura já nem nos lembramos quem era quem. Em termos de conhecimentos e debates éticos sobre genética até é interessante. Mas fica-se por aí.

Próxima paragem: Ainda não sei.  Entretanto, vou ler o pouquinho que me faltava do "Carta à Minha Filha" da Maya Angelou (e de que gosto muito, aliás). Já só tenho ali "O Nome da Rosa" do Umberto Eco para ler, mas acho que ainda não estou preparada, sinto-o mais como um "livro de Inverno". Preciso de comprar livros novos. O que é que me sugerem?

sábado, 4 de setembro de 2010

marketing

Alguém conhece um bom livro de marketing (assim sobre bases mais gerais) que ache que valha a pena? Além do Mercator XXI.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Leituras em dia #3

Para aqueles que torcem sempre o nariz, esta não é uma história de vampiros qualquer. Não é um Twilight nem um Vampire Diaries ou (num caso extremo) uma Lua Vermelha. É mil vezes mais original, divertida, cheia de humor e muita tensão sexual (a Sookie é fresca é!). Para não falar do sangue e violência com que de vez em quando somos atingidos. E quando nos apercebemos que tudo isto saiu da cabeça de uma senhora do Arkansas, baixinha e gordinha, com sotaque sulista e que, além de escritora, é directora sénior da Igreja de St. James, tudo se torna mais fascinante. Diz-se que a Charlaine já está a escrever o 12º livro da saga e ainda não sabe quando vai parar. Por aqui ainda vamos no sexto e eu continuo com vontade de continuar. Para quem não gosta de ler, pode sempre ver a série, que também não está nada mal.

(A editora Saída de Emergência também está de parabéns pelas capas da edição portuguesa, mil vezes melhores que as originais!)

Próxima paragem: Um livro que foi oferecido ao meu pai no Natal, mas que obviamente passou a ser meu (porque também não comprei nada de novo entretanto). Chama-se "Next" e foi escrito por Michael Crichton, o autor do Jurassic Park - que passou de livro a filme - e da igualmente famosa série Serviço de Urgência. Até agora, tem sido bom para ler na praia. Isso e o catálogo do IKEA.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Leituras em dia #2

Gostei. A escrita é simples e a história é fácil de acompanhar, apesar de tudo correr rapidamente, não fosse ela sobre o mundo contemporâneo. As personagens vão aparecendo intercaladas, as suas histórias cruzam-se, encontram-se e desencontram-se, amam-se e odeiam-se, traem e são fiéis. Não é nenhum espectáculo de livro, mas é suficientemente fresco para ser um bestseller de Verão. E até me deixou curiosa para ler o resto da trilogia (que penso ainda não estar editada em Portugal).

Próxima paragem: O sexto livro da saga True Blood: "Traição de Sangue". Tenho quase a certeza que, mais uma vez, a Charlaine não me vai desiludir.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Leituras em dia #1

Comprei este livro não porque conhecesse alguma coisa do escritor Leonardo Padura. Andava em Viseu e espreitava uma livraria que não tinha só livros, também era café, garrafeira e galeria de arte. O facto de estar em promoção, a um preço bastante convidativo, e de falar sobre a Havana dos anos 50 foi o suficiente para me convencer a descobri-lo. Além disso, geralmente gosto dos escritores e histórias da América Latina, por isso as hipóteses de me desiludir eram poucas. Mas também tinha pago muito pouco pelo livro, por isso voltei para Lisboa com ele na mala. Graças à minha vida atarefada dos últimos meses, demorei algum tempo a iniciar a leitura, mas assim que o fiquei agarrada à história.
Eu que nem sou muito fã de policiais fiquei totalmente envolvida pela escrita do senhor Padura. Estava a chegar ao fim e a ficar com pena de que fosse acabar, com pena de me separar da personagem do Mario Conde, da voz quente da Violeta del Río (que já quase podia imaginar), do saudosismo cubano... Mal terminei, enviei uma mensagem a uma amiga que ainda gosta mais de livros do que eu: "tenho um livro para te emprestar". Para quem gostar da história cubana, de boleros, gastronomia, livros e mistério, tem aqui um amigo ideal. E na Wook está bem baratinho: 7,50 euros.

Próxima paragem: Comprado ainda em solo madeirense, "Os Olhos Amarelos dos Crocodilos" da francesa Katherine Pancol. Pelo que se diz por aí, já é um bestseller em França e Espanha. Vamos lá ver o que sai daqui.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Entretanto, antes da época dos festivais...

... é época de compras!
Primeiro, o Stockmarket no Centro de Congressos de Lisboa, que começa hoje e termina a 2 de Maio, para depois seguir para a Exponor, no Porto, de 7 a 9 de Maio. Há descontos até 80% em marcas como Dolce & Gabbana, Gucci, Prada, Chloé, Jimmy Choo, YSL, Giorgio Armani, Roberto Cavalli, Jean Paul Gaultier, Diane Von Furstenberg, Gerald Darel, Longchamp, Henry Cotton's, Dunhill, Dona Karen, Fred Perry, Goodvibes, entre muuuuitas outras! O programa oferece ainda workshops de cocktails, espaços lounge e para crianças, massagens, cabeleireiro e esteticistas.
Depois, a Feira do Livro de Lisboa, que está  decorrer desde 29 de Abril até 16 de Maio, novamente no Parque Eduardo VII e com horários mais alargados. De segunda a sexta-feira, os pavilhões das editoras estarão abertos entre as 12h30 e as 23h30, enquanto que, aos fins-de-semana e feriados, a abertura dá-se às 11h e prolonga-se até às 23h30. Além da venda dos livros, haverá, durante estas 3 semanas, uma variada programação cultural, com debates, conversas com os escritores, música e as habituais sessões de autógrafos. A principal novidade será a Happy Hour que se realiza entre as 22h30 e as 23h30 de segunda a quinta-feira e durante a qual estão garantindos descontos de 50% nos livros (se estes tiverem mantido o preço fixo durante os últimos 18 meses).
E é início do mês, portanto há todo um ordenado para estoirar, certo?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pequenos prazeres inúteis.

Esta semana chegou-me pelo correio um livrinho chamado «O Livro dos Pequenos Prazeres Inúteis», destinado a fazer-nos lembrar daqueles pequenos nadas da vida que são capazes de nos encher o coração. Bom, para começar, deixem-me dizer-vos que receber livros pelo correio é um dos meus pequenos prazeres inúteis. Aliás, receber coisas pelo correio (desde que não sejam contas ou ameaças) dá-me uma grande alegria. Mas passando ao livrinho...

Estão enunciadas coisas que os autores consideram ser os pequenos prazeres inúteis da vida. Alguns são tão estúpidos, na minha opinião, como:
- Espetar fósforos em vegetais para fazer vegetais alienigenas (wtf?);
- Esperar que o chá abra (demasiado booooring!);
- Estender a roupa (acho que poucas pessoas devem considerar isto um prazer);
- Estar doente (epá, só se for uma constipaçãozita, porque de resto...);
- Dormir com a roupa vestido (é algo que ODEIO!);
- Estar sentado na sanita (os autores referem-se a esta situação como o melhor lugar para meditar.. eu não concordo... prefiro o banho!);
- Concurso de caretas (hmm... not.);
- Espirros Outonais (este pessoal com as doenças, chiça!);
- O Barracão do Quintal (o do quintal da minha avó cheirava sempre a humidade);
- Caçar Borboletas (tenho um nojo de borboletas que não me aguento, quanto mais caçá-las) (...)

Depois, há outros com que me posso identificar:
- Tomar um banho (de preferência depois do trabalho ou da praia, hmm);
- Atiçar o lume (adoro lareiras);
- A varanda (uma boa varanda faz milagres);
- Deambular pela cidade;
- Dormir uma sesta (óbvio!);
- A Praia (óbvio óbvio!);
- Só a ver (entrar numa loja e estar "só a ver" - apesar de comprar ser ainda melhor!);
- Caminhar com crianças a aprender a andar (pura ternura.);
- Raios de sol (adoro-os logo de manhã e no final da tarde, principalmente);
- Olhar para mapas (idealizar viagens!);
- Apertar o pão (faço-o automaticamente desde pequena);
- Sonhar;
- Olhar pela janela;
- O roupão;
- Sexo matinal (ai não!);
- Bibliotecas (quando se precisa de silêncio é o melhor.);
- Rabiscar;
- Neve;
- Boa companhia;
- Andar de bicicleta;
- Dançar;
- Ler lápides (este é estranho, eu sei.);
- Estar deitado numa rede;
- Voltar para casa bêbado (é sempre uma aventura).

Ainda posso acrescentar mais algumas coisas tipo "deixar a gema do ovo cozido para o fim e comê-la de uma vez só". E vocês, o que é que punham num livro destes?