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quinta-feira, 17 de março de 2011

há quem perca a noção.

‎"Sempre fui cumpridor de todas as restantes leis, como a reciclagem, apanhar o cocó do chão..." (Henrique Sotero, violador de Telheiras, in Correio da Manhã) [mas quem é que mandou prender este santo? e agora, quem é que vai pôr o vidro no vidrão?]

"É carinhoso, meigo e cuidadoso, mas com dificuldades em se entregar" (Filipa Sobral, namorada do violador de Telheiras, in Correio da Manhã) [... em se entregar à polícia?]

sexta-feira, 11 de março de 2011

coisas que me enerbam.

Pessoas com cargos de altíssima responsabilidade nesta sociedade, mas que não sabem manter o bom senso e isenção que lhes são exigidos (ou esperados, no mínimo). E o resultado só pode ser um: alarvidades, claro.

Japão.

Provou mais uma vez que é dos países mais bem organizados do mundo. Tudo está pensado, planeado, organizado, tudo é feito na hora certa e na maior calma possível. Posto isto, acho que nunca conseguiria viver lá.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

está um dia tão bonito de sol e eu estou tão contente...

... que, por hoje, vou fingir que não li as alarvidades da Isabel Stilwell no editorial do Destak. Podemos até não gostar da música dos Deolinda, podemos não querer fazer nada para mudar este país e a situação dos recibos verdes e dos sucessivos estágios não remunerados, mas não podemos falar sem conhecimento de causa, nem minimizar ou ridicularizar a luta de muitas pessoas - licenciadas ou não - que querem ter um emprego decente, um patrão decente, um salário decente. Claro que a menina não sabe o que é isso, porque os seus filhos provavelmente sobem com o factor cunha e não tiveram que passar por mil e quinhentos estágios nem trabalhar a recibos verdes. Eu, licenciada (e parva) que sou, nunca recebi 80% mais que um empregado de mesa ou de loja e, por isso, sinto-me ofendida pelas suas disparatadas conclusões. Acho que nem os jornalistas do Destak devem ter ficado muito agradados com as suas palavras, tendo em conta que um jornalista ou trabalha sem receber (pelo privilégio de ser escravo em prestigiados orgãos de comunicação, uuh) ou anda anos a receber misérias, ambicionando chegar aos 1000 euros/mês lá para os 40 anos. Amanhã talvez escreva uma carta para o Destak. Ou então começo a escrever um livro. Ser escritora fará de mim uma pessoa inteligente e apta a opinar sobre tudo um pouco, certamente.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

true love.


O chef indiano de um hotel de cinco estrelas abandonou a sua vida profissional em nome da ajuda humanitária. Narayanan Krishnan trocou uma carreira em ascensão, prémios e uma proposta para trabalhar num prestigiado restaurante na Suíça, para fundar uma associação que fornece refeições a sem-abrigo na índia. A mudança ocorreu em 2002 quando o chef, antes de partir para a Suíça, visitou a sua terra natal, a cidade de Madurai, no sul da Índia. Krishnan visitava um templo quando viu o velho homem debaixo de uma ponte, «a comer os seus próprios dejectos por causa da fome», segundo contou em entrevista à CNN. «Aquilo magoou-me tanto. Fiquei em choque. Depois disso, comecei a alimentar aquele homem e decidi que esta seria a minha missão para o resto da vida», acrescentou. Em 2003 fundou a Akshaya Trust, uma associação sem fins lucrativos. Hoje, aos 29 anos de idade, Krishnan já serviu mais de 1,2 milhões de refeições a pessoas sem-abrigo na Índia, sobretudo idosos e pessoas com problemas mentais abandonadas pelas suas famílias. «Por causa da pobreza que a Índia enfrenta, muitas pessoas com problemas mentais são abandonadas nas ruas das cidade», explicou.
Krishnan acorda todos os dias às 4 horas da manhã e, com a sua equipa, começa a percorrer cerca de 200 quilómetros numa carrinha que foi doada à organização. Além dos alimentos, também transportam tesouras e lâminas de barbear, para que os sem-abrigo possam cuidar da sua aparência e aumentar a sua dignidade. O próximo objectivo do chef indiano é conseguir fundos para a construção de um dormitório, o Akshaya Home, um projecto que se encontra parado por falta de financiamento.
Já tinha escrito sobre esta história, mas só agora ví o vídeo, que é absolutamente comovente. A prova de que se todos nós conseguíssemos fazer um bocadinho, o mundo era capaz de ser um lugar melhor.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

mas é que nem pensar!

Mudar de signo? Passar de Gémeos a Touro? Caramba, eu não tenho NADA a ver com Touro. Gémeos é a minha cara e não vai ser por dois dias que vou mudar de signo.

(no fundo, eu nem sou muito crente nestas coisas, mas isto é como o clube de futebol: não se muda!)

nasceu!

Luciana Abreu e Yannick Djaló já são pais!
Nome da criança? (rufar de tambores): Lucyanni! (aplausos)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

fame is morally neutral.

O Carlos Castro nunca foi uma pessoa que eu admirasse. Nunca me cruzei com ele em trabalho, nem sequer lia qualquer crónica que ele escrevesse nas revistas cor-de-rosa. Sei que tinha por hábito falar mal das pessoas, mas quem nunca pecou que atire a primeira pedra, certo? Pelo menos fazia-o publicamente. Nesta história macabra e hollywoodesca que tem marcado os últimos dias, acho que pouco importa se ele era boa ou má pessoa, se era homo ou heterossexual... Ninguém merece ser assassinado desta forma tão brutal (ok, há quem mereça, mas são pessoas que fazem coisas mil vezes mais horripilantes), por muito que a morte dele, de facto, me passe ao lado.

O Carlos Castro dormia com um miúdo de 21 anos? Dormia sim senhor. E como ele devem ter existido outros. Mas o menino era ingénuo? Aparentemente não. Aparentemente procurou o jornalista através das redes sociais, após ter sido um dos finalistas do concurso de modelos "À Procura de Um Sonho", porque queria conhecê-lo e queria uma oportunidade para subir na vida. Pelo que dizem os amigos de Carlos Castro, este apaixonou-se pelo rapaz quase que à primeira vista. É possível? Apesar de ele ter 65 anos, até poderia ser. Caramba, eu apaixonar-me-ia pelo Renato Seabra! Que corpaço, valha-me nossa. Adiante. Pelos vistos o rapaz mandava mensagens a Carlos Castro, dizendo que o amava e que nunca o deixaria. Nos últimos 6 meses, além de receber caros presentes, já teria viajado com ele para Madrid e Londres, logo Nova Iorque não terá sido a primeira vez que dormiram no mesmo quarto, certo? Por muito ingénuo que fosse, depois de conviver um dia com CC e seus amigos, dava para perceber onde se estava a meter, não? Aos pais nunca falou da suposta relação, disse simplesmente que ia para um desfile de moda. Ter-se-á arrependido, visto que afinal de contas era heterossexual? Ou estaria com pressa para que o cronista cor-de-rosa lhe arranjasse um trabalho na televisão? Foi um crime passional? Ou estaria só com uma bad trip de uma droga qualquer? Alguma coisa terá despoletado o conflito entre os dois.

Agora, o que me tem irritado são os comentários absurdos que se vê por esses jornais online e redes sociais. Como é que as pessoas se conseguem congratular por um ser humano ter sido brutalmente assassinado e mutilado? Como é que conseguem acreditar que ser homossexual é justificativo para merecer um fim destes? Era, no fundo, um ser humano, bolas. Tudo bem que são 45 anos de diferença e que ele provavelmente percebia que era a sua fama e contactos no mundo do espectáculo que lhe valiam a atenção do miúdo e aproveitou-se disso (ou forçou-se a acreditar que o miúdo poderia gostar mesmo dele). Mas caramba, será que o Renato Seabra também era assim tão ingénuo que só ao fim de 6 meses resolveu sentir-se abusado? Não acredito que um velho de 65 anos tivesse força para obrigar um homem de 21, jogador de basquetebol, a fazer o que quer que fosse. Mas claro que deve ter acontecido algo de muito desesperante para que o modelo decidisse assassinar um homem, arriscando-se a ser preso e, sabe-se agora, a ser condenado a prisão perpétua nos EUA, sem hipótese de extradição (basicamente, a arruinar a vida toda). A castração pode ser indicadora de que o crime teve a ver com algo do foro sexual, portanto eu aponto para o arrependimento de se ter que fazer passar por gay sem ver grandes frutos desse sacrifício. A meu ver, nenhum deles está isento de culpa. O Renato aproximou-se e vendeu-se a troco da fama, o Carlos Castro não disse que não a um miúdo com idade para ser seu neto e, mesmo conhecendo-o há pouco tempo, cego de paixão/desejo, carregava-o para todo o lado. De qualquer das formas, não fico contente pelo destino que calhou aos dois. Este não é um mundo melhor por um homossexual ter morrido. Este é um mundo cada vez pior, por tanta gente ainda achar que o homicídio é a solução de todos os males.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

ainda sobre a Ensitel.

Como boa portuguesa que sou, é claro que fui até à página da Ensitel no Facebook ver como andavam as coisas. E estive meia hora a rir-me com comentários de fãs odiosos como:

- " A crise mundial dos mercados foi causada pela Ensitel."
- "É por causa da Ensitel que todos os verões o Ferrero Rocher é retirado das prateleiras dos supermercados.";
- "O aquecimento global é causado pela Ensitel."
- "O avião do Sá Carneiro foi comprado na Ensitel."
- "A Ensitel foi a responsável pela extinção dos dinossauros."
- "A Ensitel matou o John Lennon."
- "A Ensitel lixou o joelho ao Mantorras."
- "A Ensitel inventou o Justin Bieber!"
- "A Ensitel está comprar todo o açucar em Portugal."
- "A Ensitel raptou a Maddie!"
e, melhor de todas:
- "A Ensitel anda com a tua mulher."

Adoro quando estas merdas acontecem. A sério.
Já agora, podia também fazer-se qualquer coisa em relação à Galp (e companhia), não? Gasolina 95 a €1.499? O mesmo preço que tinha quando o barril de petróleo estava a 150 dólares? Seriously?!

resolução 2011 da Ensitel.

Arranjar uma boa equipa de relações públicas. E vai ter que ser mesmo muito boa para os sacar do buraco mediático onde já se enterraram. Que ainda não tenham percebido que os blogs e as redes sociais têm um grande impacto no marketing e imagem das marcas, ainda pode ser aceitável (mas pouco). Mas a liberdade de expressão já existe há uns aninhos, não há como ignorar.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ri-me tanto com esta notícia.

«Uma aula de geografia aparentemente normal terminou com uma denúncia feita por um dos alunos ao professor. Um rapaz muçulmano, que estuda no Instituto Menéndez Tolosa, em Cadiz, sentiu-se ofendido quando o professor falou em "presunto" durante a aula e contou aos pais, que apresentaram queixa na polícia.
O professor José Reyes Fernández estava a explicar que o clima frio da região de Trevélez (Granada) favorece o processo de corar o presunto, produto típico do local, quando o aluno muçulmano, incomodado com a referência a um produto proibido na sua religião, saiu da sala. Depois do sucedido, os pais do rapaz fizeram uma denúncia à polícia.»

Eu sou a favor de respeitarem as pessoas e as suas crenças, cada um sabe de si e Deus sabe de todos, mas isto é demais! Caraças, o homem só falou de PRESUNTO! PRE-SUN-TO! Não obrigou ninguém a comer presunto, nem a cheirar presunto, nem  a tocar em presunto, nem a adorar um presunto. E os pais ainda fazem queixa na polícia... Porquê? PORQUÊ?! Alguém vai começar a brincar sozinho na escola.