sexta-feira, 13 de setembro de 2013

VFNO


A Vogue Fashion's Night Out é uma confusão que, pela dimensão que tem atingido, quase pode ser comparada a uma noite de Santos Populares. Na Avenida da Liberdade e Príncipe Real a coisa ainda rola com alguma leveza, podemos circular à vontade nos passeios e aproveitar as acções que cada loja e marca está a promover. Na Rua Garrett e arredores, a noite da moda transforma-se num pequeno pesadelo, com as lojas (excepto as mais "caras", claro) a abarrotarem, filas intermináveis para beber cocktails ou tirar fotografias e centenas de pessoas aos encontrões na rua. Ir a um multibanco para levantar dinheiro é perder uma hora de vida, no mínimo, e o caminho entre uma loja e outra pode ser sinónimo de quatro ou cinco pisadelas. 
Mas, apesar de rapidamente ficar sem paciência para a confusão e nunca comprar nada, vejo a VFNO como um evento que já faz parte da agenda de final de Verão em Lisboa e acho giro que as ruas se encham de pessoas e que as marcas se esforcem para estar presentes e terem a oferta mais apelativa. Vê-se gente gira, misturada com alguns freaks e outros que simplesmente se esforçaram demais, mas, apesar da enchente, o ambiente em geral é tranquilo, é uma feira de vaidades onde todos se querem divertir. A maioria dos turistas circula boquiaberta, faz compras para aproveitar os inesperados descontos e pergunta a quem passa com que frequência acontece este evento. E, tal como no ano passado, fomos brindados com uma noite de calor para ajudar a festa. No fundo, acho que é bom para o comércio de rua, para o turismo e para o ânimo dos portugueses (pelo menos dos que gostam destas coisas). Que se mantenha e que vá sempre melhorando.

domingo, 8 de setembro de 2013

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ACABOU O NOVELÃO!


Sinto que perdi uma data de amigos. O que vai ser das minhas noites agora?! Snif. 

o que é uma relaçao?

“Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado. Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso. Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo. Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem corpo um do outro quando o cobertor cair. Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.”

Há quem diga que o texto é do médico e escritor brasileiro Drauzio Varella, há quem diga que é da escritora - também brasileira - Martha Medeiros. Mas este texto também podia perfeitamente ser meu. Gostei.

compromissos a partir da próxima semana.

- Voltar a correr, pelo menos uma vez por semana.
- Voltar às aulas de boxe.

Tenho a teoria de que, se escrever, mais facilmente irei cumprir.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

random ballet situations.

Nunca fui a menina que faz ballet na escola. Bem, fiz um ou dois anos (porque a maioria das minhas amigas fazia), mas a prática nunca me apaixonou. Sou uma miúda da ginástica e, no que respeita a dança, a minha onda sempre foi para hiphop, brasileiras e africanas. Mas admiro quem faz (bem!) ballet.  Não deve haver dança mais graciosa e mais... fotogénica. Sou fã, por exemplo, do Ballerina Project, do fotógrafo Dane Shitagi. E, dentro da mesma onda, hoje encontrei a colecção fotográfica Dancers Among Us do fotógrafo Jordan Matter, que já deu origem a um livro (e que está à venda no Book Depository, já agora). Basicamente, coloca-se em contraste a graciosidade dos dançarinos com as situações mais quotidianas possíveis. Visitem o site que vale a pena. E, já agora, espreitem o outro projecto dele, chamado Athletes Among Us

coisas estúpidas que me fazem rir que nem uma estúpida.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

depois de 3 livros de Guerra dos Tronos.


Vou fazer uma pequena pausa (de 680 páginas). Já percebi que este livro não reúne consenso: uns amam, outros odeiam, poucos estão no meio. Vou ler e decidir de que lado fico.

o princípio e o fim.

O meu mês de Agosto começou com uma perda da qual ainda não recuperei. Em compensação, o final de Agosto foi marcado por uma alegria, o nascimento da minha sobrinha (de coração), que recebeu o meu nome, para meu grande orgulho. Assim, no sábado, lá foram as três tias (de coração), todas babadas, ao hospital, depois de uma incursão à ZARA Kids para escolher roupinhas (e a escolha foi mesmo muito difícil). Pequenina, cabeluda, com dedinhos compridos e, segundo o pai, "com cara de joelho", a C. já é forte candidata à mais mimada do mundo. Vai ser tão giro.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

like Santa for your vagina!


Vejam este vídeo. Este é provavelmente um dos anúncios a tampões mais geniais que já vi na minha vida. E não devo ser a única a pensar nisso, porque, em apenas um mês, o Camp Gyno já foi visto por quase 6 milhões de pessoas.

A ideia partiu de uma start-up, a HelloFlo, cujo objectivo é fazer com que as mães preparem o melhor possível as suas filhas para a chegada da primeira menstruação, criando um serviço especial de entregas ao domicílio: "Tampons, pads and candy delivered right to your door". O conceito também serve para mulheres adultas, claro, que ninguém gosta de ser apanhada de surpresa e ter que ir a correr para o supermercado mais próximo. Uma ideia inovadora e uma comunicação sem rodeios e com piada, thumbs up

o piropo.

Isa Almeida e Adriana Lopera, duas militantes do Bloco de Esquerda, querem que o piropo seja controlado. É isso mesmo! Estas duas mulheres corajosas levantam-se contra os elogios badalhocos que o género feminino é obrigado a ouvir praticamente todos os dias pelas ruas deste país. Contra o "oh flôr, dá para pôr?", marchar marchar!

Para Adriana e Elsa, "o homem é ensinado desde pequeno a ser sujeito sexual, a ter desejo, prazer, orgasmo e a falar disto abertamente fazendo alegoria dos seus dotes de engate e não só" e "pelo contrário à mulher é reservada apenas a possibilidade de ser objecto sexual". As duas militantes vão mais longe e classificam aquelas típicas frases do homem das obras - "oh estrela, queres cometa?" - como "assédio sexual" e enquadram-nas na prateleira da "violência de género".

Eu concordo que é uma verdadeira seca ter que ouvir os comentários dos rebarbados e machistas que circulam nas ruas deste país. Uma mulher não pode usar um vestido ou uns calções e ir passear para a Baixa plenamente descansada. Pensando bem, não pode usar nada, que, para alguns, basta ver passar uma mulher para desatarem a dizer alarvidades. E eu assumo que há poucas coisas que me deixem tão enojada como um homem com três dentes na boca a dizer-me que a minha mãe só pode ser uma ostra ("para cuspir uma pérola como tu"), mas uma mudança só poderá passar pela educação das pessoas. Classificar o piropo como "assédio sexual" ou "violência contra a mulher", dizer que o piropo não é tão inofensivo como se pensa, só isso, por si, não é nada, não muda nada. Ensinar os meninos a respeitar as meninas, é o primeiro passo (senão o único) para não termos as ruas cheias de trogloditas.

Mas em que é que isto contribuiu para sairmos da crise? Pois, parece-me que nada. Será que este assunto é assim tão relevante nesta altura? Hmmmm... Não. A única coisa a que tudo isto apela é mesmo a reflectirmos sobre o piropo (é um elogio? faz parte da cultura portuguesa? é ofensivo? é assédio? quais os limites?) e sobre a sociedade machista em que ainda vivemos.

Até acredito que se cobrássemos um imposto por cada piropo ordinário que se ouve nas ruas, a dívida portuguesa estaria rapidamente saldada. Mas a verdade é que qualquer tentativa de controlar o piropo jamais conseguiria passar para um formato legislável. E implementar regras que não podem ser fiscalizadas, poderá somente ridicularizar quem impõe essas mesmas regras. Metam lá mais tabaco nisso.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

os primeiros sinais.

O primeiro sinal de que o Verão está a entrar na recta final é quando saio de casa às 7h00 e já não é completamente dia. Aliás, levantei-me da cama às 6h30 e ainda não havia sol. Os dias já estão a mudar e o Verão passou a correr, para não variar. Snif.

porque a Disney não é a Miley nem a Britney.


Escondido nos Arquivos dos Estúdios Disney, estava um projeto dos anos 40 de uma curta elaborada por Walt Disney e Salvador Dali, baseada nas suas artes surrealistas. No entanto, naquela época, o Walt Disney não tinha dinheiro suficiente para continuar e acabaram por ser produzidos apenas 17 segundos da curta original. Agora, o seu sobrinho, Roy Edward Disney, encontrou o projecto esquecido e finalizou-o com a equipa de animação dos Estúdios Disney. O resultado é um sonho animado. E é simplesmente maravilhoso...

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

p'ra quê tanto alarido com a Miley Cyrus?

Se o melhor dos MTV VMA 2013 foi mesmo o Justin Timberlake com um espectacular medley de 15 minutos, com muita dança e os 'NSYNC à mistura? 



Ok, vá, eu confesso que também gostei de ver os momentos de vergonha alheia protagonizados pela ex(!) Hannah Montana. Trashy is not sexy, honey.

em casa da avó.

Deixamos bocados da nossa vida em gavetas. Pedaços dos nossos dias mais normais, que fomos guardando em camadas, dentro de caixas, por baixo de panos, atrás de peças mais quotidianas, esquecidos durante anos e deixados para trás quando partimos. Foram a vida que acontecia. São pequenas notas que escrevemos, cartas de quem mais nos amou, convites para os casamentos de quem nos era mais querido, números de telefone e moradas de quem nos era importante, entre tantos outros cartões e papéis amarrotados que, por instantes, tiveram significado e nos fizeram sorrir. Ficam para quem cá ficou, mas sem alguém que os possa realmente explicar. Quem fica, fica-se pelas suposições, porque agora já é tarde. 

Quando for velhinha, espero que os meus filhos ou netos guardem alguns dos pedaços de vida que eventualmente deixarei espalhados pela minha casa. Como eu vou fazer com coisas que encontrei da minha avó e do meu avô. Provas de que fomos vivos, de que amámos e fomos amados. Não deve haver maior tesouro que esse.

mais da Zara.



Like a lot! Mais umas para a wishlist.

domingo, 25 de agosto de 2013

4 dias depois...

Menos 1,5kg com a minha dieta. Nem queria acreditar, porque passou tão pouco tempo, mas é verdade e até já sinto na roupa. Nos primeiros dois dias custou-me um bocado, confesso, a falta de hidratos deixa-me mais irritadiça (fooooomeeeee!), mas agora já me estou a habituar e nem tenho tanto apetite. Motivação em alta... 3,5kg to go! 

sábado, 24 de agosto de 2013

eu fui feita para o Verão.


Mas confesso que estes casacões da nova colecção da Zara (aliás, praticamente toda a colecção!) me estão a fazer suspirar por uns dias mais frescos. Só uns, muito pouquinhos.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

5kg to go!

Pois é, uma pessoa passa um ano a fazer disparates à mesa e é claro que teria que sofrer as consequências. Por isso, visto que engordei 4 kg desde Agosto de 2012, estou comprometida a perder 5kg nos próximos meses. Como faço desporto com frequência, o meu único remédio é mesmo fechar a boca aos petiscos, aos doces, ao vinho e à cerveja (posso, no máximo, beber uma Coca-Cola Zero quando vou jantar fora) e, o mais duro de todos, ao pão a toda a hora, principalmente à hora do jantar (quando o metabolismo é mais lento, aparentemente)
Por isso, procurei uma nutricionista - porque preciso de alguém a quem prestar contas para não fazer batota - e já tenho o meu plano traçado, pelo menos, até dia 2 de Outubro. Basicamente, os hidratos de carbono desapareceram da minha vida e uma pessoa sente que está a ressacar nos primeiros dias.
Durante as próximas semanas, a minha vida resumir-se-á a:
  • Carnes brancas, peixe, legumes e frutas (mas nem todos são permitidos), algumas tostas integrais, ovos e queijo magro;
  • 1,5l de água por dia, misturada com duas colheres de sopa de um drenante que me faz querer ir à casa de banho quase de dez em dez minutos quase (aaarrgh!);
  • Manter o cardio, fazer um bocadinho mais musculação;
  • Fazer "Hide" em todas as páginas de restaurantes no Facebook (ainda agora tive que olhar para a foto de um enorme e suculento hambúrguer do Honorato);
  • Não comprar calças nem saias novas, rezando para conseguir vestir um número abaixo daqui a uns tempos;
  • Lançar olhares de ódio quando me perguntarem "queres sobremesa?";
  • Fazer a maioria das refeições em casa ou com comida de casa, dando aquela típica dica foleira aos convites para jantar: "ah, vou lá ter depois!";
  • Evitar todos os programas de culinária na televisão e publicações que incluam as palavras "brunch", "almoçar", "jantar", "lanchar", "petiscar", entre outros. Time Out, considera-te avisada.
Estou motivada. Vá, apoiem-me.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

estou farta da Judite de Sousa.

Tão farta de vídeos, notícias, status de Facebook e posts, que a minha única referência a este assunto será apenas encaminhar-vos para aqui e para aqui, que estes dois posts juntos resumem muito daquilo que penso sobre a nossa Juju e o tal milionário Lorenzo.
I'm done with this shit!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

a minha avó.

Fez ontem uma semana que perdi a minha avó, a minha segunda mãe, a minha amiga. Ainda não tinha conseguido escrever nada porque, à medida que o vou fazendo, percebo que o meu amor por ela não caberá em nenhuma das minhas frases. Mas posso tentar. 

Foram 26 anos. Eu era a única neta dela e há já alguns anos que ela era a minha única avó. Cresci com ela, no colo dela, na casa dela. Casa onde eu andava a brincar debaixo das mesas e em cima dos sofás, onde fazia playback com velhos discos do Marco Paulo e dos Abba e um comando na mão, onde passava manhãs inteiras de férias a ver desenhos-animados e a fazer desenhos. Ela deixava-me ajudá-la com a limpar o pó ("é para limpar o tecto das prateleiras, avó?"), a lavar a loiça (em cima de uma cadeira, quando nem chegava ao lava-loiças) e a tomar conta do carrinho das compras quando íamos à praça todas as manhãs. Deixava-me brincar com a maquilhagem, contava-me histórias (a eterna história do macaco sem rabo, por ex.) e levava-me ao jardim todas as tardes, sempre com um termo de chá e pão com fiambre para eu lanchar quando já estava cansada e suficientemente cheia de pó. Ensinou-me muita coisa, transmitiu-me valores que tento manter até hoje, moldou a minha personalidade. Rimos muito e chorámos também. Uma parte de mim é a minha avó e agora sinto que me falta um pedaço. Penso nela todos os dias, várias vezes ao dia. Quando o telefone tocou às 8h00 de quinta-feira, o meu primeiro pensamento foi esperar que ela tivesse partido durante o sono, como eu acho que foi, porque ela tinha tanto medo da morte. Sempre foi uma pessoa cheia de vida que, com mais ou menos dores, dependendo dos dias, sempre gostou de fazer as coisas por si mesma. Foi tudo rápido de mais, mas talvez não pudesse ter acontecido de maneira diferente. Ela não tinha feitio para estar num lar, cada vez mais incapaz e à mercê dos cuidados de desconhecidos. 

Há dias, quando estou deitada e algures entre o acordar e o sono, em que ainda a oiço a falar e espero nunca mais me esquecer do som daquela voz. Às vezes penso que não lhe disse vezes suficientes o quanto gostava dela. Ainda choro. Pensar que nunca mais vou encontrar conforto no colo dela, como sempre fazia. Que nunca mais me vou rir de a ouvir refilar por tudo e mais alguma coisa. Que nunca mais lhe vou ouvir a gargalhada, que é tão parecida com a minha. É uma saudade e uma sensação de vazio que não vão passar de um dia para o outro e às quais me vou habituando lentamente. 

Entre todas as mensagens carinhosas que recebi de amigos, familiares e colegas (que agradeço muito), houve uma que me marcou especialmente e fez todo o sentido: "Podia dizer que melhora com o tempo, mas ainda não cheguei a essa fase. Só sei que a sensação de perda vai dando lugar a uma saudade boa, efabulada, quase mitológica, e que nos diz de onde somos e porque somos. Essa existência passa a ser um segredo nosso, íntimo e espiritual, que decidimos partilhar às vezes e sabemos ser indestrutível. enquanto viveres, viverão as duas. E depois as outras que virão e assim viverão para sempre."

Eu não tenho religião. Não sei se existe o Céu, mas a minha avó também não acreditava nele. Não sei se existe algo para além da vida, seja a reencarnação, a ressurreição ou outra coisa qualquer, mas, se existir, espero que haja algo de bom guardado para a minha avó, que foi uma boa mulher até ao fim dos seus dias. Acredito, no entanto, que honramos a memória das pessoas mantendo e fazendo passar o seu legado e os ensinamentos que nos deixaram... E é isso que vou fazer, enquanto puder.

Quando era nova, a minha avó fez teatro de revista e cantava muito bem, principalmente fado. E gostava muito da Amália Rodrigues (ainda a ouvi cantar a "Mouraria" algumas vezes), por isso não encontro melhor forma de a homenagear também.



Adeus, avó.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

quando nos toca a nós.

Fico possuída quando oiço as pessoas dizerem disparates sobre os imigrantes em Portugal. Odeio aquela generalização de que todos são criminosos e indigentes. Das pessoas que já conheci e das experiências que já tive, tenho uma ideia totalmente diferente. Vejo a grande maioria como gente trabalhadora que veio à procura de oportunidades que, na altura, não teria no seu país. Muitos provavelmente não encontraram aquilo que procuravam, mas fazem pela vida, seja como for.  Toda a gente merece uma oportunidade. E, por isso, me deu tanto gozo ler este artigo da Carrossel Magazine, sobre a experiência de um jornalista português na Áustria. Atenção que, quando digo "gozo", não é pela situação do Pedro, mas pelo facto de nada poder ilustrar tão bem a ideia de nos metermos na pele dos outros e sentir o que é sermos o trabalhador estrangeiro. Os cartazes dos partidos de extrema-direita, o preconceito, a xenofobia... São obstáculos que provavelmente não nos fazem arrepender da viagem (pelo menos, enquanto forem em doses moderadas), mas que nunca nos vão deixar sentir 100% em casa nem totalmente confortáveis. E que nos fazem olhar para os nossos próprios preconceitos e começar a questioná-los. Ou, pelo menos, era isso que devia acontecer.

Já conheciam a Carrossel Magazine? É um novo projecto de jornalismo online que nos conta uma história por dia. São histórias de gente real - "problemas, sucessos, dúvidas, ambições" - e que cobrem todas as áreas e formatos possíveis - "da arte à economia, do perfil à reportagem". Com um grafismo muito apelativo e a colaboração de vários jornalistas/autores que têm publicado textos muito interessantes, é a prova de que ainda há projectos jornalísticos de valor em Portugal. Recomendo. 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

mood.




When I was a child I had a fever 
My hands felt just like 
Two balloons 
Now I've got that feeling once again 
I can't explain 
You would not understand 
This is not how I am...
I have become comfortably numb.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

arranjar um trabalho novo é. #1

Chegar  a 1 de Agosto e ter o mesmo tom de pele bege que tínhamos em Fevereiro.
Verdade seja dita, que o São Pedro também não ajudou nada com aqueles fins-de-semana de frio e chuva.

terça-feira, 30 de julho de 2013

mal sabia eu.

Acabei de encontrar um post de Dezembro de 2010 em que eu me queixava da Gasolina 95 estar a €1.499. Se eu encontrasse a Cate do passado, dir-lhe-ia para se contentar com isso, que em 2013 já estaríamos nos €1.679. E não estaríamos mais ricos. Cambada de exploradores!

e depois do post do Papa, um post sobre sexo.



Nunca mais comerei Nutella com a mesma alegria, that's a fact.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

the Good Pope?


«"When I meet a gay person, I have to distinguish between their being gay and being part of a lobby. If they accept the Lord and have goodwill, who am I to judge them? They shouldn't be marginalized. The tendency (to homosexuality) is not the problem ... they're our brothers." The problem, he said was, lobbies that work against the interest of the church.» - sobre o Papa Francisco, via CNN

Ou este Papa Francisco é um grande produto de Marketing da Igreja Católica, destinado a fazer uma pseudo-modernização para entreter as massas ou é o primeiro Papa de quem vou realmente gostar. Eu não sou católica nem estou perto de me converter (a maioria dos rituais da Igreja não me convencem), mas é bom ver a mudança positiva que o Chico quer trazer para uma instituição que já vinha com fama de mentecapta e hipócrita desde há muitos anos. A verdade é que o senhor tem dito coisas bastante sensatas em relação à homossexualidade, aos divórcios, o papel dos jovens na política e das mulheres na Igreja e na sociedade. Parece-me que só se mantém irredutível na questão do aborto, mas também não se pode pedir tudo. Vamos ver o que sai daqui. 

deve ser mesmo um vírus que anda aí.

Mais um caso de intestino directamente ligado à boca, desta vez no Expresso deste fim-de-semana. Com que então, estar de férias na Comporta é "como brincar aos pobrezinhos"...

legen - wait for it - dary !


Mais um "check!" na minha lista "obrigatório-ver-pelo-menos-uma-vez-na-vida". Apesar de ser um espectáculo claramente todo planeado e alinhadinho, o John Legend não me desiludiu, interagiu q.b. com o público (fez o habitual número de chamar uma miúda ao palco para a "Slow Dance" - e infelizmente a miúda não fui eu), cantou todos os sucessos ("Used To Love You", "Save Room", "Green Light", "Ordinary People", "We Just Don't Care", "Slow Dance", etc), apresentou algumas músicas do novo álbum (estou apaixonada pela "All of Me") que sai em Setembro e ainda fez algumas covers de outras bandas. Sexy voice and sexy moves, the way to go.

Olhando para a minha lista (de onde já risquei Dave Matthews Band, Erykah Badu, Lauryn Hill e, agora, John Legend, por exemplo), ficam a faltar-me: Pharrell Williams, Justin Timberlake, Jill Scott e India Arie. E também gostava de ver o idiota do John Mayer que perdi num Rock in Rio qualquer. Mas o John Legend pode voltar que eu vou vê-lo outra vez, sem pensar duas vezes. E é bom que dessa vez me chame para dançar!

Só um pequeno apontamento negativo para a organização do EDP CoolJazz: cobrar 45 euros por um lugar de plateia sentada na relva onde a visibilidade é reduzida(íssima!) não é nada cool. É claro que o pessoal teve que se levantar e encostar às grandes, mesmo com os vários avisos do staff para se sentarem. Valeu a pena pelo espectáculo, mas o espaço foi muito mal aproveitado e nada de acordo com os preços cobrados. Para a próxima façam umas bancadas no relvado. Ou então façam um preço geral de plateia e fica tudo em pé, sempre é mais justo.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

dia dos avós.

É estranho saber que já não vou encontrá-la em casa, no sofá, a ler ou a comentar as novelas ou os concursos da televisão.  E que já não vai haver bolo de iogurte ou arroz doce para sobremesa, nem os habituais almoços de sexta-feira. Estranho pensar que em um mês tanta coisa mudou, que perdeu muita mobilidade, que se vai esquecendo cada vez mais das coisas, que baralha os dias, as tardes e as noites, que fica cansada de falar (ela, que sempre falou pelos cotovelos) e adormece a meio das conversas. E, sobretudo, que às vezes pode estar triste e eu nem lhe posso telefonar. Às vezes martirizo-me a pensar que podia ter visitado e telefonado mais vezes, que se calhar não fui a neta perfeita. Mas depois penso que eu e a minha avó somos grandes amigas desde sempre e que ela me desculpa se alguma vez lhe falhei, como eu também sempre lhe perdoei as coisas menos boas (que toda a gente tem, até os avós). Agora só quero passar algumas horas com ela, mesmo que seja só para estarmos de mão dada, aproveitar o tempo que nos resta (que nem sei dizer se é muito ou pouco) e vê-la feliz por me ver. Mesmo que passado umas horas ela possa nem se lembrar que lá estive.
É a única avó que me resta, a que passou mais anos comigo, a que contribuiu para muito do que sou. Não a pude ver hoje, mas amanhã vou visitá-la e dar-lhe muitos beijinhos.
Os imprevistos são certezas. Aproveitem as vossas pessoas enquanto podem.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

ajudem-me, por favor.


Não consigo decidir se isto é um partido ou uma associação de pessoas com um problema de intestinos ligados à boca. 

terça-feira, 23 de julho de 2013

já passou e eu nem falei do Optimus Alive.

O meu festival começou mais tarde do que era suposto, o que me fez perder AlunaGeorge e Two Door Cinema Club (acho mesmo que não estou destinada a vê-los, perco todos os concertos por alguma razão), e entrei no recinto quando os Green Day já tocavam e o pessoal vibrava com os hits da adolescência. Mas rapidamente fugi para ir ver a Jessie Ware, que foi um amorzinho, esteve sempre à conversa com o público e guardou a Wildest Moments para o delírio final. Mas, querida que é, voltou um pouco depois para cantar com os Disclosure. Antes disso, também fomos presenteados com um bom concerto dos Vampire Weekend e o seu background de flores, apesar do espaço estar completamente a abarrotar. Ainda podíamos ter visto Crystal Fighters? Podíamos, mas o cansaço de um dia de trabalho não me deixou aguentar mais.

Saltei o segundo dia, que o meu budget para festivais/concertos este ano ficou mais curto (para não dizer quase inexistente) e não me permitiu a despesa, mas de qualquer forma os Depeche Mode não mexem comigo. Gostava de ter visto Jamie Lidell, Rhye ou Matias Aguayo, mas fica para uma próxima. 

Terceiro dia, o melhor de todos, do princípio ao fim. Ainda nem consegui decidir qual foi o meu preferido da noite. Começámos a ver Tame Impala da privilegiada varanda da Control, com cerveja e batatinhas fritas, para depois corrermos lá para o meio do público para não perdermos os grandes Phoenix e as músicas que já sabemos de trás para a frente e de frente para trás. Depois foi correr outra vez para Alt-J que, mesmo com uma lista de músicas ainda pequena, são absolutamente fantásticos e ainda conseguir chegar no fim de Kings of Leon para ouvir as 3 melhores músicas deles. No final, quando já me doíam as pernas e começava a perceber que só ia dormir 3 horas antes de ir trabalhar, os Django Django ainda me deram força para andar aos pulos.

E claro que depois há a Punch Magazine que faz SEMPRE os melhores vídeos do festival. Façam o favor de apreciar:


   

 Quero um cartaz tão bom (ou melhor) para o próximo ano!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

o Chico no Brasil.

É impressão minha ou o Papa está a levar esta história da Fé em Deus um bocado a letra?

Andar no Papa-Móbil (é assim que se escreve?) sem vidros de protecção no meio das ruas do Rio de Janeiro pode ser esticar um bocado a corda, mesmo com uma força policial como a brasileira. 

ainda bem que alguém veio esclarecer...

Que afinal a culpa dos males deste país, são os casais que se divorciam e os homossexuais que se casam. Obrigada, César das Neves.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

a ler e a guardar.

"Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo. Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera. 
Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde. 
Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções. 
A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas".

- Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'

segunda-feira, 8 de julho de 2013

diz que este blog fez anos.


Fez 4 anos no dia 5 de Julho (estamos quase a casar os anos!) que comecei a escrever neste blog pela primeira vez. Juro que não estou a dar pelo tempo voar, 4 anos já é algum tempo! Não é um blog espectacular, eu não sou uma escritora assídua (já fui muito mais), acho até que nem sou muito interessante de ler e já tentei acabar com ele algumas vezes, mas confesso que gosto de andar por aqui. Acima de tudo, acho giro ir ler coisas que escrevi em 2009, 2010 ou 2011, recordar acontecimentos e sentimentos da altura e pensar "tão parvinha" ou "sim, senhora, até dizias umas coisas acertadas". O tempo passa depressa e, desde aquele 5 de Julho de 2009, muitas coisas mudaram, mas espero continuar por aqui, a escrever e a ler-vos também (sim, vocês, que estão ali nos Outros Lugares). Cheers!