quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

coolest monkey in the jungle.


Esta polémica é só a derradeira prova de que a maldade e o racismo está na cabeça das pessoas. Provavelmente tudo isto até poderia ter sido evitado se a H&M tivesse optado por simplesmente não usar esta foto, mas a verdade é que o facto de existir uma associação imediata entre "preto" e "macaco", mesmo que seja por indignação e com as melhores das intenções, já é um sinal de que ainda há muita coisa para mudar na nossa sociedade. 
É um assunto muito complexo, não podemos ignorar o que está por trás disto, bem sei, mas esta indignação face à imagem e à marca, a meu ver, mostra que, em vez de estarmos a normalizar as coisas, a tirar-lhes o peso e o significado que tiveram ao longo de anos e anos, estamos sim a reforçar e a validar um preconceito.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

segunda-feira, 23 de junho de 2014

voltar de férias.

É chegar ao fim do primeiro dia de trabalho e ter a cabeça meio zonza. De ler e-mails. De seguir o rasto de todos os assuntos que deixámos pendentes há 15 dias atrás. De ter reuniões. De olhar para o computador. De falar ao telefone. De sentir falta da minha cama. E da praia. E do Alentejo. Da vida despreocupada, acima de tudo. E a vida despreocupada esgota-se tão rapidamente. Isso é que me lixa. (*suspiro*)

sexta-feira, 28 de março de 2014

happy.


Terminar o dia de ontem no mega concerto da Beyoncé, com direito a dueto com o Jay-Z.
Começar o dia de hoje com um elogio e uma óptima notícia.

quarta-feira, 5 de março de 2014

back!

Sabemos que aproveitámos mesmo bem as férias (mesmo que durem só 4 dias) quando voltamos ao trabalho e já não nos lembramos de metade das passwords.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

desabafos.

Fui até ao fim. Com algum medo de qual seria o resultado, das decisões que poderia ter que tomar, das mudanças que poderia ter - ou não - que fazer, mas fui. Porque nunca se vira as costas a algo que possa ter um mínimo de probabilidades de ser bom, na minha opinião. Andou a balançar durante uns dias. A troca de ideias, o meu coração. Mas pedi o que achei ser certo para mim. Por fim, não avançou mais. Mas estou tranquila. Muito tranquila. What will be will be. E a verdade é que, por agora, estou muito bem.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

so much to do, so little time.

Ultimamente sinto que ando perdida entre o trabalho, os projectos pessoais, algumas decisões importantes que tenho de tomar, as viagens, o desporto, o tempo com quem gosto. Quero fazer tudo e fico completamente afundada em "to-do lists", deixo demasiadas coisas pela metade e isso irrita-me. Até este blog tem estado abandonado há quase um mês. Não pode ser. Por isso, tomei a decisão de que me vou organizar este fim-de-semana (e por fim-de-semana entenda-se de quinta a domingo), pôr o trabalho atrasado em dia, as ideias em ordem e aproveitar melhor o tempo livre. Sei que, se me organizar, vou conseguir fazer tudo. E acredito que, se escrever, também me sinto mais motivada a cumprir. Wish me luck. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

desabafo

Tenho pena deste meu país que só se move por paixões idiotas. Que conseguiu transformar a morte de um homem que teve um papel importante na história do desporto nacional quase numa guerra santa, entre quem o vê como uma divindade e quem não lhe dá assim tanta importância, cada um com os seus argumentos, a maioria deles mais estúpido que o outro. Um país em que pessoas correram atrás de um carro funerário à chuva e em que invadiram um cemitério, espezinharam campas alheias e provavelmente fizeram mais  do que fariam no funeral de um familiar próximo. E a culpa também é dos media, que não se têm calado com estes temas e deram cobertura a tudo até ao mais ínfimo detalhe e às vezes de uma forma quase macabra. Faltam-me as palavras, fiquei agoniada com esta febre toda. E, antes que me atirem pedras, tenho todo o respeito pelo Eusébio e acho que houve homenagens merecidas e muito bonitas ao seu trabalho e ao homem que ele foi. Mas depois tudo se transformou num exagero, sobretudo se formos ver o que se passa nas redes sociais, inclusive nos murais dos nossos amigos, daqueles que pensávamos ser inteligentes mas que agora escrevem as coisas mais grotescas e se debatem sobre assuntos sem importância. E, agora sim, é triste. Não o vazio do Eusébio, mas o vazio das mentes. Just get over it, please.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

mais uma voltinha.

Não quero compartimentar a vida por anos, porque de facto não se vive nem se faz planos de 12 em 12 meses, mas, quando as últimas horas do ano se aproximam, é inevitável não pensar nos últimos meses que passaram, no que ficou do que éramos e no que desapareceu ou se transformou. Quando penso em 2013, a primeira coisa em que penso é que perdi a minha avó. Só isso chega para o tornar cinzento. Os primeiros meses do ano, até Agosto, foram um processo de sofrimento crescente e, desde então, que aprendo a viver com o vazio que tenho dela. A vida vive-se igual, nas mesmas rotinas, mas já não é a mesma. E gosto de falar dela, de lhe ler as palavras escritas num caderno que guardei, as coisas que herdei ainda as chamo de "da avó", como se isso prolongasse a existência dela na minha vida. Acho que vai ser sempre assim.
E as dores não ficaram por aí. Em 2013, também fiquei sem o trabalho que tinha lutado tanto para conseguir, por culpa da actual situação económica. Senti-me desmotivada e desiludida. Fiquei doente mais vezes do que queria, lancetaram-me um abcesso amigdalino (que foi das piores dores de sempre) e acabei por ter que ser operada às amígdalas (mais um processo de recuperação difícil). Se terminei 2012 com tantas certezas do que queria e para onde ia, em 2013 senti-me perdida e confusa em tudo. Muita coisa mudou cá dentro e nem sempre foram processos fáceis de enfrentar. Até o blog ficou abandonado, desde 2009 que nunca tinha escrito tão pouco e com tão pouco interesse.

Mas, como nem tudo pode ser mau, o ano que passou também me deu algumas alegrias. Viajei dentro do meu país, conheci Arcos de Valdevez (recomendo que experimentem o Arcos House) e os poucos dias de praia que consegui fazer foram bons. Nasceu a minha sobrinha, com o meu nome, que não é de sangue, mas é de coração, filha de um dos meus grandes amigos de infância (a primeira do grupo!) e que veio dar uma alegria diferente aos nossos encontros e jantares. Fiquei desempregada pouco tempo e, por recomendação da minha antiga chefe, acabei por encontrar um novo trabalho, com ainda melhores condições e com uma equipa excelente, onde me tenho sentido bastante realizada. Comecei a fazer sessões de coaching, como ajuda extra para a organizar a minha cabeça e a minha vida, com a Corina, que é espectacular, que me desafia com perguntas e nunca me deixa dizer "não sei" ou "não consigo". Ganhei forças e comecei um pequenino projecto meu e, por acréscimo, surgiu um convite para um outro projecto, que vai ser lançado já em Janeiro. No final do ano, ainda consegui ir a Budapeste, numa viagem marcada meio à pressa, mas que valeu imenso a pena. Resumindo, estou a dedicar-me cada vez mais a mim e adorar.

Ao contrário do ano anterior, não termino com grandes certezas, grandes julgamentos, nem grandes planos, sei apenas que há pequenas coisas que quero fazer, como voluntariado, tirar uma certificação em inglês e aprender língua gestual. Também iniciei um challenge do Goodreads para ler 40 livros em 2014. Quero continuar os meus projectos, por pura satisfação pessoal, quero manter-me motivada no trabalho, quero continuar a treinar, a fazer as minhas aulas de yoga e boxe e quero focar-me numa alimentação saudável. Gostava de correr 15km em Junho. E também gostava de aprender a cozinhar e/ou voltar a pintar e desenhar. Ah, e quero viajar, claro, isso é garantido. Se não fizer tudo este ano, não é grave, vai-se fazendo porque, como diz a Juni, a vida segue inteira e não tem cortes.
De resto, estou grata pela minha família que, com mais ou menos tristezas, se vai mantendo unida, e pelos meus amigos que têm estado sempre lá para mim. É isso que quero guardar e só isso me basta para seguir de coração mais cheio.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

querido Pai Natal.

Porque o Natal é uma época de tradições e as minhas listas de pedidos no blog também já são uma tradição, aqui vai a edição Christmas Wishlist 2013!

Agradeço muito o novo álbum do John Legend para o meu carro.
Já tinha dito, mas volto a reforçar que gosto muito deste relógio da Swatch.
"O Quinto Filho", da Doris Lessing. À venda na Wook e na Bertrand. 
Livros da Guerra dos Tronos. Já li os cinco primeiros, preciso do seis, do sete e do oito. 

Também gosto deste da Swatch.
Pulseiras novas para o meu relógio Watx & Colors. Já tenho a rosa e a verde água. O resto fica ao critério de quem me quiser presentear com uma. 

Para a minha casa nova, esta prateleira Batman da Fahmi Sani of Fiction Furniture. É caríssima, eu sei, mas não custa sonhar. Ou pode ser que apareça alguém com jeito para a carpintaria que me faça uma semelhante.
Este casaco bem rosa e bem bonito da Zara. Adoro!
Um bilhete para eu ir ver o Justin Timberlake no Rock in Rio.

Preciso ainda de uma carteira em pele e uns ténis novos, roupa nova de desporto (tops e calças, essencialmente) e nunca digo que não a um bom creme para o corpo, gorros e cachecóis, colares e anéis, bons livros (ver a Wishlist 2012 pois são quase os mesmos, excepto True Blood, Murakami e Game of Thrones) e molduras com fotografias (também já a pensar na casa nova). Quem se quiser chegar à frente com um iPad ou uma viagem, também está à vontade. 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

um simpático guia para Budapeste.

Gostei muito de Budapeste, mesmo. A viagem foi marcada um bocado out of the blue e confesso que não tinha grandes expectativas, mas comprei um guia e fiz muita pesquisa na net para me preparar e saber onde ir. Ainda assim, a cidade surpreendeu-me pela positiva, meio decadente mas majestosa e muito rica em história. Os húngaros não são o povo mais caloroso do mundo, mas, aqui e ali, já encontramos serviços prestáveis e totalmente virados para agradar o turista. Apesar de já fazer parte da UE, a Hungria ainda não aderiu à moeda europeia, mas em alguns locais aceitam tanto forins húngaros como euros, e o nível de vida ainda é relativamente barato (aproveitar enquanto dura!). Além disso, quase todos os locais turísticos têm desconto para quem apresente cartão de estudante. Aproveitando o facto de querer escrever sobre a viagem, decidi deixar aqui um pequeno guia para quem possa estar interessado em visitar a capital húngara, contado na primeira pessoa.

ARREDORES DO PARLAMENTO (PESTE)

O primeiro percurso que fizemos foi dos arredores do Parlamento Húngaro. Estava em obras porque, segundo eles, as eleições parlamentares acontecem em 2014. No entanto, uma amiga húngara disse-me que, regra geral, o Parlamento e arredores estão sempre em obras e que há vários anos que não se consegue tirar uma foto do edifício sem gruas à volta. Mas é obrigatório visitar o edifício por dentro, é mesmo muito bonito. Os bilhetes podem ser comprados no próprio dia (correndo o risco de poder não haver vaga para as visitas guiadas em inglês - que vale a pena fazer) ou pela internet e a visita só pode mesmo ser feita com guia (o que é óptimo).


De seguida, a Basílica de Santo Estevão. Fica a apenas 10 ou 15 minutos a pé desde o Parlamento. É um dos edifícios mais altos de Budapeste e a maior igreja da Hungria. Podemos subir à cúpula (usando o elevador ou subindo uns 364 degraus - nós fomos de elevador, claro) para termos uma vista panorâmica da cidade. Por acaso não chegámos a reparar nisto, mas, de acordo com os guias, na capela atrás do santuário, conserva-se uma relíquia importante: a múmia do rei Estêvão I, primeiro regente da Hungria e fundador da igreja húngara.


À tarde, aproveitámos para visitar a House of Terror (Rua Andrássy nº60, seguir na linha de metro até Vorosmarty utca), antiga sede da polícia Nazi, durante a ocupação alemã, e da AVO, a polícia secreta comunista que ocupou o edifício de 1945 a 1956. Nesse edifício, pessoas que não agradavam a ambos os regimes foram enclausuradas, torturadas e assassinadas, daí que se tenha transformado num museu que mostra os horrores do regime nazi e soviético. É um museu muito rico em material audiovisual e peças recuperadas da altura (fatos, livros, óculos, cartas, armas, mobiliário, etc) e podemos ainda visitar, na cave, as celas e as máquinas de tortura utilizadas. A única falha que encontrei foi o facto de muitas coisas só estarem legendadas em húngaro, limitando muito a nossa leitura das histórias. 

Como anoitece às 16h30, depois da visita ao museu, a melhor opção foi mesmo seguir na linha de metro até Oktogon e ficar na Praça Jokai para tomar um copo numa simpática esplanada com aquecedores. Bebemos uma cerveja e comemos umas bruschettas no Café Vian antes de ir jantar. Nessa mesma praça, podem optar por jantar no Menza, um restaurante simpático e com boa comida. Convém ir cedo porque, segundo nos pareceu, é bastante popular.  Depois do jantar, um pouco mais distante dali, uma boa opção para tomar um copo e ouvir música é o Szimpla Kert (vão porque é mesmo muito giro!). Para quem ainda quer aproveitar mais a noite, sugeriram-nos uma discoteca chamada Hello Baby, na Rua Andrássy (o edifício é bem bonito por fora, pelo menos), mas onde não fomos, porque as estas longas caminhadas diárias a pé acabam com qualquer um.

SZÉCHENYI e ÓPERA NACIONAL (PESTE)

No segundo dia, a manhã foi passada nos
Banhos Széchenyi que, de acordo com a maioria, são os melhores banhos termais de Budapeste. Para chegar lá, é seguir na linha de metro 1 (a mais antiga da Europa Ocidental, by the way) até ao final. À volta, temos um enorme jardim, uma espécie de Feira Popular e um Jardim Zoológico.



Os banhos são realmente extraordinários. O palácio é enorme e todas as salas têm banheiras de água a diferentes temperaturas e com diferentes propriedades (algumas cheiram a enxofre, mas sabe lindamente). No exterior, piscinas enormes de água a 38 graus fazem-nos mergulhar imediatamente para escapar aos 10 graus cá fora. O clima de relaxamento é tal que os reformados passam aí a manhã a jogar xadrez dentro da piscina (sim, a piscina tem mesas de xadrez lá dentro). Também podemos procurar serviços de massagem, alguns mais baratos que outros.

Depois dos banhos, regressámos a Oktogon, onde almoçamos no Oktogon Bizstro, um restaurante com um buffet a um preço muito muito simpático (cerca de 4 euros) e com uma grande variedade de pratos. Foi, aliás, o sítio onde comemos mais vezes. No entanto, para quem tiver tempo, valerá a pena visitar a Praça dos Heróis ou o Castelo Vajdahunyad ainda nos arredores de Széchenyi. 


À noite, arranjámo-nos para ir à Ópera, novamente na Rua Andrássy (é a rua principal de Budapeste). Tínhamos comprado o bilhete no dia anterior, quando voltávamos da House of Terror e ficou-nos por 5 euros. Há espectáculos quase todos os dias e vale mais a pena comprar o bilhete para o espectáculo do que comprar uma visita guiada do edifício (é mais caro). A ópera - The Rape of Lucrecia - era em inglês, mas rapidamente percebi que, quando as pessoas estão a cantar ópera, pouco interessa a língua em que o fazem, porque se percebe muito pouco. Mais vale ficarmos atentos aos actores em palco (e lermos a história algures antes de ir). No final do espectáculo, jantámos num restaurante chamado Cantine, bem pequenino mas com um serviço simpático.  

BAIRRO DO CASTELO E BUDA NORTE

No terceiro dia (ou melhor, quarto, porque no primeiro dia não fizemos nada senão descansar) pareceu-nos bem atravessarmos a Ponte das Correntes a pé até Buda e visitarmos o Bairro do Castelo. A subida pode ser feita pelo funicular, que se encontra logo à saída da ponte (mas é caro e pode ter filas enormes) ou a pé, que foi o que fizemos e aproveitámos a subida para tirar boas fotos da paisagem. No Palácio Real funciona a Galeria Nacional Húngara, que não visitámos porque o tempo não era muito (já disse que às 16h30 já é noite?) e pode assistir-se, em certas alturas do dia, ao render da guarda, além de beber o típico vinho quente com especiarias. 


No Bairro do Castelo, visitámos a Igreja de Matias, usada durante muitos anos para a coroação dos reis húngaros, que é belíssima por fora e por dentro. O Bastião dos Pescadores, por trás da igreja, também merece uma visita, pela vista panorâmica que oferece do Danúbio e de Peste. No topo do Bastião, existe um pequeno wine bar com esplanada panorâmica (mas que não é propriamente barato). Neste dia, para aproveitarmos cada minuto, acabámos por fazer sandes em casa e levar para o almoço, por isso não sei sugerir espaços onde almoçar no bairro. 



Durante a tarde, apanhámos o tram 19 (perto do funicular, novamente) até ao Hotel Géllert, onde existem os Banhos Géllert (que não visitámos, mas que, segundo dizem, também são bons, apesar de mais caros). Ao lado do hotel, podemos visitar a Igreja da Gruta, uma capela escavada dentro da colina, originalmente usada pelo santo húngaro Istvan, mais tarde alargada pelos monges paulinos e oficialmente inaugurada em 1926. Durante a ocupação soviética, o líder da ordem Ferenc Vezer foi condenado à morte e os monges foram expulsos ou presos e a capela esteve encerrada durante quase 40 anos. Desde que foi reaberta que continua a funcionar como local de culto para os cristãos e devotos da Nossa Senhora. A entrada nesta igreja é muito barata e tem direito a guia áudio, por isso vale a pena. 

Depois da visita, é atravessar a Ponte da Liberdade para o outro lado novamente e visitar a Váci utca, a rua com mais comércio de Budapeste (encontramos muitas lojas de souvenirs, muitos restaurantes turísticos e as lojas mais conhecidas como Zara, H&M and so on). Normalmente, na saída da ponte, há um mercado tradicional que vale a pena visitar, mas fecha cedo e acabámos por perder a oportunidade.


Nessa noite jantámos naquele que considerei o meu restaurante preferido de toda a visita, o Zéller Bistro. Quando chegámos, o restaurante estava cheio e não tínhamos mesa, mas o staff prontificou-se a tentar arranjar-nos lugares, desde que esperássemos um bocadinho. As reviews que lemos no Trip Advisor eram bastante boas, por isso esperámos - serviram-nos bebidas e deram-nos petiscos durante esse tempo - e valeu a pena. A comida era caseira e muito boa (comi um delicioso risotto de beringela), o atendimento foi sempre simpático e o mais giro de tudo foi que as toalhas de mesa eram na verdade folhas brancas para desenharmos (o copo com lápis de cor estava em cima da mesa). Recomendo este restaurante a todos os que visitarem Budapeste.

BAIRRO JUDAICO (PESTE)


No último dia, tínhamos somente a manhã para aproveitar antes de seguirmos para o aeroporto, por isso fomos até ao Bairro Judaico para visitar a Grande Sinagoga e o seu Museu Judaico (na Dohány utca). Comprem o bilhete com a visita guiada em inglês para conhecerem toda a história deste imponente edifício. À entrada, os homens recebem o tradicional kippah para colocarem na cabeça enquanto estiverem dentro da sinagoga, em sinal de respeito. Bem diferente das sinagogas ortodoxas, esta é enorme e tem uma miscelânea de estilos arquitectónicos e decorativos, porque, segundo o guia, o objectivo seria que todas as pessoas de qualquer religião se sentissem bem neste espaço de culto (de facto, pelo que fui ouvindo e lendo, senti que existe um grande sentimento de tolerância religiosa na Hungria, é algo que faz parte da sua história, excepto quando estiveram dominados por outros povos). Durante as visitas, homens e mulheres entram pela mesma porta e circulam dentro do mesmo espaço; mas durante as cerimónias é diferente: homens em baixo e mulheres nos camarotes. Facto curioso é que esta sinagoga chegou a ser utilizada pela polícia nazi como posto de telecomunicações, porque eles sabiam que as tropas dos Aliados nunca iriam bombardear directamente o bairro judaico. 


Saindo da sinagoga, atravessamos um corredor que nos leva até ao Museu Judaico e ao Memorial das vítimas do Holocausto. Pelo caminho, passamos por um jardim cheio de lápides. No final de 1944, os nazis enclausuraram os judeus neste ghetto até meados de Janeiro de 1945 e vários foram exterminados. No final da guerra foram abertas, neste local, valas comuns para enterrar uma grande quantidade de judeus mortos. Algumas lápides pertencem a pessoas que foram identificadas, outras têm apenas os nomes de judeus que nunca mais foram encontrados. O Regime Soviético nunca patrocinou a reconstrução da Sinagoga, que ficou bastante destruída no final da guerra e só em 1990 é que o governo húngaro, juntamente com alguns patrocinadores, financiaram a sua recuperação e a construção do memorial.

E chegou ao fim. Penso que só nos ficou a faltar a Ilha Margarida, no meio do Danúbio, que é um local de lazer para os habitantes de Budapeste. Se pensam ir à Hungria nos próximos tempos, usem este mini-guia para se inspirarem. Quatro dias serão suficientes para visitar a cidade; se tiverem mais dias de férias, aproveitem para visitar Praga, por exemplo (a N. fez isso). 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

oh céus.

Odeio ter que lidar com os estilhaços da burrice alheia.

Lisbon Film Orchestra.



Já sei que existem há 7 anos, mas acho que só este ano lhes dei a devida atenção. Muito graças ao programa da manhã na Rádio Comercial que os teve a tocar ao vivo e falou sobre o espectáculo. Quando disseram "entre outros êxitos do cinema, vão tocar músicas da Disney", decidi que tinha que ir ouvi-los, até porque o bilhete para os camarotes não era nada caro. E assim foi. O espectáculo junta um pouco de tudo: a música, as vozes, a dança, a comédia. Acho que dispensaria os bailarinos, até porque não senti que fossem nada de especial, mas, de resto, adorei. A orquestra, composta por muitos miúdos, toca lindamente e juro que em certas alturas me cheguei a arrepiar (com a música da Pequena Sereia, do Príncipe do Egipto, dos Piratas das Caraíbas e do 007 - Tomorrow Never Dies, por exemplo). E foi acompanhada pelas vozes do Ricardo Soler, da Anabela, do Henrique Feist e da Lúcia Moniz, tornando tudo muito mais interessante. Se querem um bom programa pré-natalício, não percam a Lisbon Film Orchestra, no Tivoli. O espectáculo, visto que o de ontem foi um sucesso de bilheteira, vai repetir-se esta noite. 

Em relação a Budapeste, ainda há coisas para contar, mas quero fazer um roteiro mais detalhado da minha viagem e, entre trabalho e outros projectos (e vida social, claro), não tenho tido muito tempo. Mas não passa desta semana.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

diário de um pós-operatório V.

Às vezes, quando bebo água ou chá, sai-me uma parte pelo nariz.
Cheguei a pensar que ia ficar defeituosa para a vida, mas pelos vistos é normal isto acontecer nos primeiros tempos. Ao que parece, os canais ainda estão um bocado dilatados, mas vão voltar ao normal. Respirei de alívio. Já andava a imaginar-me num jantar romântico e o rapaz, assustado, dizer-me "estás a sangrar do nariz", ao que eu responderia "nah, é só metade do copo de vinho que bebi". 

domingo, 17 de novembro de 2013

diário de um pós-operatório IV.

Na sexta-feira fui ao médico e tive as melhores notícias: já estou praticamente recuperada (só falta os pontos desaparecerem mesmo). Já posso comer de tudo, desde que mastigado com muito cuidado, e já posso ir voltando às minhas rotinas. Tenho saudades de ir treinar e de comer sushi, por exemplo. Foram duas semanas difíceis, mas já passou. Acabaram-se as amigdalites e agora até a comida me sabe melhor. 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

diário de um pós-operatório III.

Sem amígdalas, com menos três quilos e de volta ao trabalho.
Ainda não totalmente recuperada, mas farta da vida caseira.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

diário de um pós-operatório.

O destino estava traçado e, na quinta-feira, as amígdalas foram à vidinha delas. Eu nunca tinha sido operada na vida, por isso estava super nervosa, mas, depois de me espetarem um cateter no pulso, apaguei e não me lembro de mais nada. As horas depois da operação foram um intercalar de acordar e adormecer, não dava por nada nem ninguém. Quando comecei realmente a acordar da anestesia, senti que tinha um pão saloio enfiado na garganta. Falar era impossível e comer, mesmo que líquidos, era um martírio. Os lábios estavam inchadíssimos e doía-me a boca toda. No hospital, entre morfinas e soro, a situação era suportável, mas o pior foi vir para casa. Nos três primeiros dias, podia perfeitamente ter sido figurante num episódio de Walking Dead, tudo o que fazia era dormir, babar-me e gemer de cada vez que tentava pôr uma colher de gelado na boca. 

Seis dias depois, a coisa começa a melhorar. Ainda tenho a garganta inchada e de vez em quando tenho vómitos (que pelos vistos são normais durante o processo de cicatrização), para não falar de ter sempre um sabor estranho na boca e de estar com voz de desenho-animado. Mas há boas notícias! Hoje larguei os gelados e já pude começar a comer papas e sopas mornas, o que foi um grande alívio. Esta coisa de "ah, que bom, vais poder comer gelados todos os dias" é completamente overrated. O encanto de um gelado é ser uma coisa que não comemos todos os dias. Mais do que isso, é só enjoativo.

Ainda me esperam mais uns dias em casa, mais umas idas ao médico e mais almoços e jantares em formato líquido, mas acho que o pior já passou. Se calhar sou uma maricas, mas o meu conselho é que tirem as vossas amígdalas ainda em criança, porque nos adultos a recuperação não é tão fácil. E todas as noites sonho com comida... Que saudades de um grande bitoque!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

e nunca cheguei a falar deste.


Já foi há mais de um mês que acabei de ler "A verdade sobre o caso Harry Quebert" do Joel Dicker, um livro que ofereci à minha querida Analog e que ela acabou por me emprestar assim que o terminou, recomendando que o lesse sem grandes expectativas. Posso dizer que, tendo em conta que é um livro consideravelmente grande, o li num instante. Tornou-se difícil descolar-me da história à medida que se vão descobrindo mais coisas sobre o desaparecimento e morte de Nola Kellergan, a investigação de Marcus Goldman e as vidas dos habitantes da pequena vila de Aurora. E o final nem foi tão previsível como eu esperava. Não diria que é uma obra prima, às vezes parece faltar algo mais, sobretudo nos diálogos, mas é um livro que se lê bem, tem personagens interessantes e, pela forma como foi "construído", prende-nos à história capítulo após capítulo. Um ponto negativo que me saltou logo à vista é o facto de existirem algumas personagens cliché e ligeiramente exageradas: o Barnasky e, sobretudo, a mãe de Marcus Goldmam. O agente e a mãe do personagem principal parecem às vezes um pouco desajustados em relação ao resto da história, são estereótipos levados a um expoente máximo que se torna chato, os seus diálogos acabavam por se tornar entediantes e irritava-me um pouco cada vez que apareciam. Felizmente, não foram assim tantas vezes. Recomendo a leitura.

Agora voltei à saga da Guerra dos Tronos. Já estou no quarto livro que, infelizmente, sinto que tem sido um pouco mais aborrecido que os anteriores. No entanto, já me garantiram que a coisa anima no sexto e no sétimo e não posso ficar sem ler tudo até ao fim. 

quase inevitável.

Esta manhã, ia eu no meu carro a caminho do trabalho, quando passo por uma senhora que passeava alegremente os seus dois cães Pug, um macho e uma fêmea... Ainda extasiada com a notícia que a Assunçãozinha nos deu ontem, senti logo vontade de abrir o vidro e gritar-lhe: "NÃO DEIXE ESSAS BESTAS REPRODUZIREM-SE, OLHE QUE JÁ ESTÁ NO LIMITE!". Desta vez consegui conter-me, mas o que querem que faça? Eu só quero o bem da comunidade.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

de ministro a palhaço.

Alguém que diga ao Manuel Maria Carrilho que lavar roupa suja na praça pública e falar mal da mulher com quem esteve casado durante 12 anos, independentemente do que possa ter acontecido, é muito feio e não abona nada em favor dele. Muito pelo contrário, só revela uma falta de elegância atroz, algo que pode ser ainda mais condenável em alguém que já foi ministro da Cultura e representante da UNESCO. 

e o Parlamento cheio de ratazanas.


Quando vejo esta notícia, só me ocorre pensar que, em vez de se regulamentar e penalizar os maus tratos e o abandono de animais, vai-se chatear quem gosta deles e os acolhe em casa. Que, visto que já existe uma legislação para estas situações, não se percebe como é que é importante, tendo um país no estado em que está, acrescentar mais regras, diminuindo ainda mais o número de animais sem razão aparente. Porquê 2 cães ou 4 gatos? Em que é que nos baseamos para chegar a este número? Eu sei que há situações em que se ultrapassam os limites da higiene e que são incómodas para os vizinhos (às vezes nem sequer são boas para os animais), mas vamos estabelecer prioridades... Primeiro, como é que isto se organiza? Vamos instituir escalões para número de animais de acordo com as dimensões do apartamento? E existe distinção entre um Jack Russel e um Golden Retriever? Porque se é tudo segundo a mesma bitola, não faz qualquer sentido. E quem vai fiscalizar? A polícia? Ou vamos entrar numa espécie de tempo da Inquisição, em que o vizinho espia e denuncia o outro? E o que fazemos com os animais que estão "a mais"? Enviamo-los para canis/gatis para ficarem lá a definhar de desgosto? Segundo, a meu ver, começamos em sentido contrário, como já referi, não se fazem leis nem se penaliza quem maltrata e abandona animais (e esses casos são em número muito maior do que os das pessoas que tem muitos bichos em casa), mas penaliza-se quem os acolhe em primeiro lugar. Terceiro, estamos em plena crise económica e é com isto com que a Assunção Cristas se incomoda? Ou isto é só mais um fait divers para as massas se entreterem e se esquecerem do OE2014? É que não me parece que seja com estes animais que nos temos que preocupar.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

two women's trash: nova tentativa.


Pois é, no passado domingo a venda Two Women's Trash no Lx Market não se realizou porque houve algum receio da chuva que a meteorologia tinha prometido (mas que, afinal, nem aconteceu). Portanto, as miúdas voltam novamente à carga e prometem boas compras para este domingo, 26 de Outubro. Relembro que são marcas como Nike, Zara, Mango, H&M, Topshop, Asos, Melissa ou Zilian, em segunda-mão e quase novas. Aproveitem!

finais.

"Repito para mim mesma que o fim é sempre uma nova forma de começo, mas sofro só de pensar que tudo o que se conquistou se possa perder na má tradução do final." 

[veio daqui.]

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

e como vai a dieta?

Bom, digamos que 2,5kg já foram à vida. Faltam-me ainda mais 2kg para chegar ao peso que queria. Gostava de já ter alcançado o objectivo, mas a verdade é que quem, como eu, não tem muito peso para perder e já leva um ritmo de vida mais ou menos saudável, o processo de emagrecimento demora um pouco mais. É uma chatice, mas nem por isso estou desmoralizada. Entretanto, também voltei ao boxe e às corridas semanais (só na semana passada foram 18km no total) e comecei a fazer yoga uma vez por semana. Tudo isto a complementar as habituais aulas no ginásio, como o Power Jump, que também me ajudam imenso. E sinto-me cada vez melhor! 

two women's trash.


Este domingo, tenho duas amiguinhas a vender roupa, carteiras e sapatos, semi-novos e usados, no Lx Market da Lx Factory. "Tudo muito bem tratado, simplesmente já não faz sentido nos nossos armários e achamos que merecem nova sorte. Algumas coisas nem tiveram a sorte de ser usadas", asseguram. Aproveitem porque não são velharias e são coisas bem giras, garanto-vos! Há marcas como Zara, Mango, H&M, Topshop, Asos, Melissa ou Zilian. Eu vou lá ver se lhes saco alguma coisa também.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

sábado, 21 de setembro de 2013

amígdalas, o (quase) veredicto final.

Afinal vamos (eu e o meu querido otorrino) dar-vos mais uma chance. Mais três meses de tratamento e, qualquer gracinha que façam nesse tempo, é certo e sabido que vão ter que sair deste corpo. Não tenho grande confiança em vocês, nestes 26 anos só me deram chatices. Estou farta. 

quero este relógio.


Da Swatch.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

amígdalas, o vosso destino está traçado.

Depois de me fazerem maldades durante anos, depois daquilo que me fizeram sofrer há uns meses atrás e depois de um tratamento de Broncho-Vaxom durante 3 meses seguidos, vocês resolvem dar um ar de vossa graça novamente. Mais uma amigdalite. Mais dois dias (pelo menos) presa em casa e sem vontade de comer.
Pois bem, amanhã temos consulta no otorrino e vocês já sabem qual é o veredicto 80% garantido: YOU'RE COMING OFF, BITCHES!!! 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

eu não vos disse que fui ver a Selena.


E podia ter continuado calada, para não passar vergonhas. Mas admito, fui ver a Selena Gomez ao Campo Pequeno (obrigada, M!), porque quis proporcionar à minha prima de 15 anos a sua primeira ida a um concerto. E (podem rir agora, vá) até gostei e achei a Selena um amor de miúda. O espectáculo não teve a produção que eu esperava (imaginei logo uma pequena Jennifer Lopez ou Beyoncé em potência), não havia grandes adereços no palco, nem muitos bailarinos e a ela não mudou quase nenhuma vez de outfit. O ambiente era, como já esperava, muito teen, mas as músicas são mesmo para esse target. Mas são giras, até. E, graças a uma cover que ela cantou, descobri a Lorde, uma cantora da Nova Zelândia com apenas 17 anos, e a sua "Royals" que ontem andei a ouvir em loop. Mas a própria postura da Selena indicava que sabia para que faixas etárias estava a actuar. Fez conversa simpática, dançou e demonstrou sensualidade q.b. (ainda não está na fase Miley Cyrus, claramente). No final, chuva de papelinhos coloridos e a histeria total. As miúdas (e miúdos!) gritaram que nem umas loucas do princípio ao fim, acho que nunca tinha estado num espectáculo onde sentisse que, a cada minuto, perdia mais 1% da minha audição. Ou então estou a ficar velha, não sei. Mas a minha prima adorou e só isso foi o suficiente para me deixar contente. 

VFNO


A Vogue Fashion's Night Out é uma confusão que, pela dimensão que tem atingido, quase pode ser comparada a uma noite de Santos Populares. Na Avenida da Liberdade e Príncipe Real a coisa ainda rola com alguma leveza, podemos circular à vontade nos passeios e aproveitar as acções que cada loja e marca está a promover. Na Rua Garrett e arredores, a noite da moda transforma-se num pequeno pesadelo, com as lojas (excepto as mais "caras", claro) a abarrotarem, filas intermináveis para beber cocktails ou tirar fotografias e centenas de pessoas aos encontrões na rua. Ir a um multibanco para levantar dinheiro é perder uma hora de vida, no mínimo, e o caminho entre uma loja e outra pode ser sinónimo de quatro ou cinco pisadelas. 
Mas, apesar de rapidamente ficar sem paciência para a confusão e nunca comprar nada, vejo a VFNO como um evento que já faz parte da agenda de final de Verão em Lisboa e acho giro que as ruas se encham de pessoas e que as marcas se esforcem para estar presentes e terem a oferta mais apelativa. Vê-se gente gira, misturada com alguns freaks e outros que simplesmente se esforçaram demais, mas, apesar da enchente, o ambiente em geral é tranquilo, é uma feira de vaidades onde todos se querem divertir. A maioria dos turistas circula boquiaberta, faz compras para aproveitar os inesperados descontos e pergunta a quem passa com que frequência acontece este evento. E, tal como no ano passado, fomos brindados com uma noite de calor para ajudar a festa. No fundo, acho que é bom para o comércio de rua, para o turismo e para o ânimo dos portugueses (pelo menos dos que gostam destas coisas). Que se mantenha e que vá sempre melhorando.